O movimento Path

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Liguei a televisão e só tragédias eram anunciadas, abri alguns sites e pesquisas concluíam que estamos caminhando para nossa 6 extinção, sentei na mesa para almoçar e o assunto era como a direita e a esquerda tinham declarado ódio uns aos outros. Foi tipo um carrossel de emoções em meu coração, angústia, frio na barriga e um f*deu bem grande martelando in my mind.

De repente o tico e teco bateram e a minha cabeça decidiu não parar mais de pensar, pra somar ao efeito-alfinetada que todos esses questionamentos começaram a me causar:

“Porque as pessoas não se preocupavam uns com os outro?”, “Será que o ter ganharia o lugar do ser?” “Será que e gente conseguiria salvar o mundo?”, seguindo numa sequência do: “O que eu quero pro mundo?”, “Qual é o meu propósito?”.

Resultado: Esse movimento cheio de interrogações me gerou uma crise de identidade, um despertar de consciência e *plimmmm* – uma grande mudança de hábitos.
Quanto mais respostas eu buscava para aquela confusão mental toda, mais coisa i-ra-da eu descobria, foi uma parada meio, “um mundo novo é possível” “tem gente que pensa como eu” e o melhor: ”JÁ TEM GENTE FAZENDO BASTANTE COISA POR ESSE MUNDO”.

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O meu vício se tornou o conhecimento, dedinho nervoso no google, consumir informação e saber o que tava acontecendo de bom era o que me abastecia e o significado de toda a esperança que se instalava em mim.
Palavras chave como economia colaborativa, economia criativa, economia circular, sustentabilidade, movimento maker, consumo holístico, empatia, lowsumerism, consciência, marketing social, impacto social, hacklife, comunicação não-violenta, descolarização e coisas do tipo era tudo que estava estampado em minhas buscas.
Essa foi mais ou menos a grande guinada, virada de chave, catarse absoluta da minha vida – sendo utópica ou romântica – mas um caminho cheio de explicações pra um novo mundo ser possível.

Nessas novas direções que a vida te guia – ou que o facebook te mostra – surge o Festival Path, como mais uma resposta iluminada que faz “ohhhhh” em cima do nome, nada mais nada menos que uma mistura de tudo que eu gostava e de todos os assuntos que eu listei ali em cima. Uma soma de palestras&musicas&filmes&comidaboa&genteinteligente afim de inovar, criar, impactar e transformar o nosso mundão.

Corri, comprei o meu ingresso, arrumei um canto em São Paulo e dia 13 de maio parti rumo a selva de pedra – conhecida por mim como – a cidade da cultura, das cores e das novidades. Dia 14 de maio amanheceu cheio de gás, fui para uma palestra com um nome um tanto curioso, “Empreendedorismo Colaborativo sem blá blá blá”, conduzida por uma dupla bem fera, (A.K.A, Eldes Mattiuzo e Leo Senra).

Quebrando qualquer paradigma, Eldes chegou chegando, soltou uma pergunta que fez um boom bem grande naquela sala: “O que você faz para melhorar o mundo?”. E com uma bela resposta contou sobre a sua experiência na Youse, uma empresa que não foi criada para ser uma empresa, mas sim uma seguradora que dialoga com as pessoas. Que vende o seus seguros de vida, mas de quebra gera transformação. Onde cada compra ajuda financiar projetos feitos pelo coletivo e para o coletivo, juro, achei isso o máximo! Depois disso cada palavra que saia daquela boca, valia ouro pra mim. Assuntos como a nova forma de consumo foram abordados, afinal, sabemos que hoje as pessoas andam mais conscientes e que a decisão de compra é todinha nossa! Então ou as empresas se ajeitam a nós ou elas não se sustentam mais. Além disso, vários outros cases maravilhosos foram apresentados, mas isso vocês pesquisam aí porque ainda tem muita coisa pra eu contar, mas a dica é: Warby Parker – a loja revolucionária que vende óculos de um jeito um tanto diferente.

A segunda palestra do dia foi marravilhousa, chamava diálogo na educação – queria tanto que as pessoas que almoçaram comigo naquele dia que deu a loka in my mind tivessem presentes, foi tipo “um tapa na cara geral” -. A palestra foi conduzida pela fofa da Fernanda Cabral que criou o coletivo imagina.vc, ao longo da conversa ela trouxe técnicas de diálogo, estranho isso né? Mas não é nada mais nada menos do que aprendermos a conversar. Sabe todo esse ódio declarado entre direita e esquerda que a gente vê bombando no face? Já parôôô pá pensa que ele todo é gerado pela falta de diálogo e compreensão de um com o outro? E ai vai a Fe e te mostra um caminho para resolver isso.

Primeiro, busque sempre compreender o outro, não convencê-lo, a forma que se impõe o pensamento é o que importa. Segunda, para não causar bafáfá evite sempre acusações, troque o “mas você disse” para o “eu escutei”, assumir a responsabilidade é uma excelente técnica. O importante é sempre se colocar no lugar do outro, empatia+empatia+empatia dica fácil para um bom diálogo. A Fe deixou vários outros ensinamentos, se quiser saber mais da goolgada você acha muita coisa bacana sobre o trabalho dela.

Segui o dia em uma sequência de palestras iradas, mas teve uma que roubou a cena geral!!! Lowsumerism, grava esse nome que você ainda vai ouvir falar muito dele por ai, mas eu já te adianto um pouquinho. Daniela Klaiman da box 1284, me fez sair da cadeira várias vezes, boas alfinetadas também rolaram, em 1 hora foi o suficiente para eu sentir todos os sentimentos possíveis. Resumindo: Consumir menos, buscar alternativas e viver apenas com o necessário é o melhor caminho, se não for por ai o nosso processo de autodestruição está fadado. Ta bom, é bem difícil falar e fazer isso na prática, afinal para viver precisamos consumir, desde alguns caprichos afinal somos cercados por marcas e industrias, até as coisas mas simples, como comida e água.

Mas já parou pra pensar no ritmo crescente disso? Mudanças climáticas por conta da poluição, nossos recursos ambientais sendo esgotados, superpopulação humana, excessos, obsolescência programada, etc. Agora pula da cadeira, a Daniela contou que cientistas concluíram que um quarto dos mamíferos estarão extintos nos próximos 30 anos, e que metade de todas as espécies desaparecerão até o fim deste século. Se o comportamento atual for mantido, até 2050 precisaremos de duas Terras para nos sustentar. Ou seja, ou a gente muda, ou a gente muda, né? Mas o mais importante é esquecer esse pensamento, “o meu não faz diferença”, porque faz, afinal estamos todos juntos nessa! E isso não significa esquecer nossos desejos, mas boicotar a excessividade para diminuir o impacto ambiental e social do consumismo.

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Mas a boa notícia é que é bem possível que nos próximos anos o mercado abrace essa tendência e a mentalidade Lowsumerism. Tanto que já vemos por ai movimendo biker, jovens substituindo o sonho de ter um carro, para andar de bicicleta.! Logo menos carros na rua e menos gás carbônico produzido.

Então é isso, o recado da Daniela tá dado, e se você concorda com tudo isso confere esse texto aqui que aprofunda muito mais o que eu pincelei. (http://pontoeletronico.me/2015/lowsumerism-entenda/)

No dia 15 de maio o festival continuou, feito bombas de referências e muito muito aprendizado. Começando o dia com uma baita aula do Marcelo Pontes, arquiteto, inovador e foda! Na palestra ele contou um pouco da sua trajetória e trabalhos incríveis que desenvolveu. O que eu mais gostei parecia ser um desafio simples, que foi desenvolver um cartão para fotógrafo. O cara fez várias pesquisas até que teve um sacada genial, no próprio cartão ele fez uma câmera de pinhole, ou seja, a pessoa que ganhava o cartão tinha uma câmera em mãos, era só seguir o passo a passo da dobradura e tcha-ram, uma foto era garantida!.

manuela jacome

2 comments on “O movimento Path

  1. 06/06/2016 at 7:16 pm

    Manu, parabéns pelo texto, você passou muita emoção! E isto é muito bom! Fiquei curiosa num aspecto: o publico desse evevento era de que faixa etária? E de que classe social? Vou seguir suas dicas e ler mais sobre as palestras citadas. Valeu Manu, bjssssssssssss

  2. 07/06/2016 at 5:34 am

    Show Manuela querida!!! Simplismente amando tudo isso!

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