Olá, somos a AGULHA!

É com agulha que se estoura bolhas, 

que se costura os panos
e que se guia no mar.

 

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Vem conhecer a agulha!

Olar seguidores de Julia Ruiva, eu sou a Gab Gomes e vou contar um pouco pra vocês sobre a Agulha: o calendário de cultura colaborativo dos movimentos autônomos artísticos/culturais do Rio de Janeiro que você precisa conhecer.

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A Agulha nasceu de uma mesa de bar no final do ano passado, quantos projetos não nascem de uma mesa de bar né mores? Eu tava voltando de uma aula no Parque Lage quando encontrei Sergio Cohn num boteco no Humaitá. Sergio é poeta e fundador/editor da azougue editorial. Dentre tantas conversas falamos sobre como estava efervescente a produção cultural/artística do Rio de Janeiro. Eram tantos os eventos, tantos os lançamentos de projetos bacanas, de gente bacana, que a gente não sabia nem por onde pesquisar. No fim, nos restava torcer pra conhecer algum amigo que faça parte de uma das bolhas (feat. música/poesia/artes visuais/moda) ou esperar algum conhecido confirmar no face. Percebemos o quão triste era um algoritmo determinar as nossas agendas 🙁 E que dessa maneira também estávamos nos sentindo órfãos de um produto físico/impresso no qual confiássemos a curadoria dos eventos. Então, pensamos: porque não fazer um jornalzinho mensal que servisse além de calendário  cultural tivesse também entrevistas e colunas de gente foda que está movimentando a cena cultural carioca?

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Em duas semanas, fui apresentada a Santiago Lampreia, que já tocava eventos como o CEP 20.000 e Lernie Brandão, que trabalha na Índica, Galeria de arte e design em Ipanema. A química entre o trio foi tanta que juntos já éramos a Agulha.

E Gab, porque agulha? Te explico cara leitora de f*se virei blogueira. Dentre tantas utilidades que uma agulha tem acreditamos que as principais são essas:

(pontiaguda/penetra) porque queremos estourar as bolhas.
(une/junta) costurar os movimentos autônomos.

(bússola/direciona) guiar/filtrar/curar/ os conteúdos dos movimentos independentes.

 

Agulha nasce então da necessidade de se ter uma plataforma que nos ajude a descobrir esses eventos espalhados pela cidade. Nasce da necessidade de organizar esses movimentos independentes/autônomos culturais que surgiram no Rio nos últimos anos  saindo do algoritmo do facebook e fazendo a informação sair dos grupos e circular por outros meios. A ideia é criar uma rede de contatos entre esses grupos fortalecendo a comunicação entre eles e para fora deles. Vamos organizar e produzir o conteúdo já criado pelos movimentos em diferentes plataformas: revista, página no FB, newsletter, alimentação de redes sociais e ao mesmo tempo criar e ser memória para tempos futuros. Pensamos muito no conceito de almanaque de um tempo.

Hoje, segunda-feira, dia 23.01,  Agulha lança a sua edição número zero impressa e o seu site (agulha.cc). Ainda estamos em fase de teste, é tudo muito independente, somos um grupo que se juntou e quis fazer algo pela cultura carioca. Todo mundo tem outros trabalhos mas segue confiante no poder que agulha tem de estourar as bolhas e unir essa produção cultural crescente do Rio de Janeiro. Agulha zero é esse teste que quer dar certo e quer ficar.

Para essa edição já temos 20 nomes de coletivos participantes, nomes como Leão Etíope do Méier, A Gentil Carioca (quem foi no abre alas esse sábado conseguiu alguns exemplares de agulha cheios de purpurina!), Audio Rebel, Saracura, Livro Volante, Festival de compositores 4 por cabeça além das colunistas Pollyanna Quintela e Rebeca Brandão, ah! e o André Dahmer participa também com suas charges.

 

Pra quem ficou curiosa, hoje tem lançamento da Agulha zero no CEP 20.000 no Arpoador a partir das 18:30hs. Perto da Estátua do Tom Jobim. Estaremos lá com essas belezinhas que é a edição número zero, vem garantir a sua e nos conhecer!
Por Gabriela Gomes

designer, graduada em Desenho Industrial pela Unb (Universidade de Brasília) e pós-graduada em Estudos Brasileiros: Educação Sociedade e Cultura pela FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo). É também escritora e uma artista em formação. Depois de trabalhar anos no mercado editorial de São Paulo integrando as redações de revistas como ELLE e Harper’s Bazaar mudou-se para o Rio de Janeiro onde vive e trabalha no seu apartamento em Botafogo. Em 2016 integrou temporariamente a equipe de design da marca FARM para onde ainda colabora com textos sobre comportamento, arte e cultura. Após participar da Residência Artística São João — em parceria com a Escola de Artes Visuais do Parque Lage — em 2016, se dedica a estudos e pesquisas do mundo literário e em especial à poesia. Atualmente trabalha com design, produção de conteúdo para marcas e plataformas (design+texto),  e é co-fundadora e editora da Agulha. Este é o seu primeiro texto pro f*se virei blogueira. 

One comment

  1. 28/01/2017 at 3:06 am

    Nos da Kombi55 queremos somar com vcs.

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